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TEG em São Paulo: como funciona o Transporte Escolar Gratuito da prefeitura

O TEG é o programa municipal de transporte escolar gratuito de São Paulo, administrado pelo DTP. Veja como funciona o credenciamento, as três vistorias por ano, o CRM, o CRMC e os seguros exigidos em edital.

Este artigo é específico da cidade de São Paulo. Se você roda em outra cidade, as regras federais do CTB valem igual para você, mas o TEG e o DTP são coisa daqui — não existem no seu município.

O que é o TEG

TEG é o Transporte Escolar Gratuito, programa da Prefeitura de São Paulo que oferece transporte sem custo para alunos da rede municipal que se enquadram nos critérios do programa. Quem executa o serviço são transportadores escolares credenciados pela prefeitura.

Quem administra o programa e o cadastro dos transportadores é o DTP — Departamento de Transportes Públicos, ligado à secretaria municipal de mobilidade. É o DTP que credencia, vistoria e fiscaliza.

Como o motorista entra

A entrada no TEG não é balcão aberto o ano inteiro: é por chamamento público, com edital publicado pela prefeitura. O edital define quem pode participar, quais documentos entregar, prazos e as obrigações de quem for credenciado.

Como cada chamamento tem suas próprias condições, a única fonte confiável de prazo, exigência e valor é o edital vigente, no site da prefeitura. Não confie em resumo de grupo de WhatsApp — inclusive neste artigo: use o texto abaixo para saber o que procurar, e confirme no edital atual.

Três vistorias por ano, não uma

Aqui está a diferença mais pesada do transportador de São Paulo em relação ao resto do país. São dois calendários somados:

  • Vistoria no DETRAN — semestral, duas por ano, na linha do que o CTB exige de inspeção do veículo escolar.
  • Vistoria no DTP — anual, uma por ano, exigida pelo município.

Ou seja: três vistorias por ano no mesmo veículo. Desde 1º de janeiro de 2024, a vistoria do DTP é feita em Organismo de Inspeção Acreditada (OIA) credenciado pelo Inmetro, conforme a Portaria SMT/SETRAM/DTP 208/2023 — não é mais no pátio do próprio departamento.

CRM e CRMC: os documentos municipais

São Paulo tem dois certificados municipais próprios, e a sigla parecida confunde muita gente:

  • CRM — Certificado de Registro Municipal, do VEÍCULO. Validade de 1 ano, renovável por igual período (Decreto Municipal 23.123/1986, art. 2º). Na prática, é a vistoria anual no DTP que renova o CRM.
  • CRMC — Certificado de Registro Municipal de Condutores, do CONDUTOR. O ciclo é de 5 anos.

E existe uma amarração importante entre eles: a renovação do CRMC depende da reciclagem do curso de especialização em transporte escolar estar em dia. Curso vencido trava o CRMC, e CRMC vencido trava você — mesmo com a van impecável.

Por isso, na ordem prática, o curso é renovado ANTES do certificado do condutor, com folga de meses.

Os seguros exigidos no edital do TEG

Vale repetir o que dizemos nos artigos nacionais: seguro não é exigência do CTB. Em São Paulo, para quem é credenciado no TEG, a exigência vem do edital do programa.

No Edital de Chamamento 01/2022 SMT/SETRAM/DTP, as cláusulas 6.1.16 e 6.1.17 tratam disso: seguro de acidentes pessoais por passageiro (APP) com cobertura mínima de R$ 15.000 por passageiro, e seguro de responsabilidade civil com cobertura mínima de R$ 30.000.

Esses valores são os do edital citado. Confirme sempre no edital vigente do chamamento em que você está credenciado — condição de edital muda de uma edição para outra.

O que mais derruba credenciado: o calendário

Somando tudo, o transportador credenciado em São Paulo administra pelo menos oito prazos diferentes, cada um no seu ciclo:

  • duas vistorias no DETRAN por ano
  • uma vistoria no DTP por ano
  • CRM do veículo, anual
  • CRMC do condutor, a cada 5 anos
  • curso de especialização (reciclagem), a cada 5 anos
  • certidão negativa de antecedentes criminais, a cada 5 anos
  • apólices de seguro APP e RC, pela vigência de cada uma
  • CNH e CRLV, cada um no seu vencimento

Ninguém guarda isso de cabeça sem escorregar em algum. E documento vencido no TEG não é só multa: é risco de perder o credenciamento e a renda do mês.

O Embarki tem um módulo de TEG e acompanha esses prazos, avisando 30 dias antes de cada vencimento — inclusive alertando quando a cobertura do seguro informada está abaixo do mínimo do edital. O módulo TEG está incluído em todos os planos pagos (Essencial R$ 49,90, Profissional R$ 79,90 e Frota R$ 139,90 por mês), justamente porque o credenciado costuma ter uma van só.

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