Essa é a pergunta que mais aparece em grupo de motorista de van: quanto cobrar. E quase sempre a resposta que aparece é a pior possível — “cobra o mesmo que o fulano ali da escola”. O problema é que o custo do fulano não é o seu. A van dele pode estar quitada, o bairro dele pode ser mais perto, ele pode rodar 40 km por dia e você 90.
O preço certo da sua mensalidade sai de uma conta só, e ela é simples. Vamos por partes.
Por que copiar o preço do colega dá errado
Duas vans que atendem a mesma escola podem ter custo muito diferente. O que muda de um para o outro:
- quilometragem por dia (bairro espalhado gasta muito mais combustível)
- consumo real do veículo e o preço do combustível na sua região
- se a van está quitada ou tem parcela de financiamento
- idade do veículo (van velha gasta mais em manutenção, mesmo parada)
- se você leva ida e volta ou só um trecho
- se você tem monitor, e quanto paga
Copiar o preço do colega sem saber o custo dele é apostar. Às vezes você fica caro e perde aluno. Na maioria das vezes você fica barato e trabalha o ano inteiro para pagar a manutenção.
A conta que resolve: custo por aluno
Some tudo o que a van consome em um mês: combustível, manutenção, seguro, a parte mensal do que você paga uma vez por ano (IPVA, licenciamento, vistoria, curso, documentação), parcela do veículo, celular, e o seu próprio salário — sim, o seu trabalho é custo. Esse é o custo total do mês.
Agora divida o custo total pelo número de alunos pagantes. O resultado é o seu custo por aluno. Esse número é o seu chão: cobrar abaixo dele é pagar para trabalhar.
Repare no detalhe: alunos pagantes, não vagas. Se a van tem 15 lugares mas você fechou 9 alunos, a conta é sobre 9. Vaga vazia não paga combustível.
Quanto colocar de margem
Em cima do custo por aluno entra a margem — o que sobra para imprevisto, para trocar o pneu antes de estourar e para você não depender de um mês cheio. A calculadora do Embarki sugere o custo por aluno com 30% em cima. Não é regra de lei, é um ponto de partida honesto: dá fôlego sem estourar o bolso da família.
Se o seu mercado aceita mais, ótimo. Se aceita menos, você precisa saber exatamente quanto está abrindo mão — e essa é a diferença entre dar desconto de propósito e dar desconto sem perceber.
10 ou 12 parcelas: decida antes, não depois
O ano letivo tem cerca de 10 meses. Os custos da van têm 12. Em janeiro e em julho a van continua com IPVA, seguro, parcela e manutenção — e sem aluno embarcando.
Existem dois caminhos, e os dois funcionam desde que estejam combinados: dividir o valor do ano em 12 parcelas menores (a família paga também nas férias) ou cobrar 10 parcelas maiores. O que não funciona é decidir isso em dezembro, na conversa com o pai. Deixe escrito no contrato desde o primeiro dia.
Como reajustar sem perder família
Reajuste tem hora certa: começo do ano letivo, avisado com antecedência, nunca no meio do semestre e nunca por mensagem seca no grupo.
- avise com pelo menos 30 dias, por escrito, para cada família
- explique em uma frase o que subiu (combustível, seguro, manutenção)
- mostre o valor novo e a data em que ele começa a valer
- deixe a regra de reajuste anual escrita no contrato — assim ninguém é pego de surpresa no ano seguinte
Família não reclama de reajuste justificado. Reclama de reajuste que aparece do nada. A diferença entre um e outro é você ter a conta na mão.
Faça a sua conta agora
A calculadora do Embarki é grátis, não pede cadastro e roda no seu navegador. Você coloca quilometragem, litros, preço do combustível, manutenção, outros custos e o número de alunos, e ela devolve custo por km, custo por aluno, mensalidade sugerida e quanto sobra no fim do mês.
Faça a conta da sua van agora
A calculadora do Embarki é grátis e não pede cadastro. Você coloca os seus números e vê custo por km, custo por aluno, mensalidade sugerida e quanto sobra no fim do mês.
Abrir a calculadora grátis